Guarda Municipal (GM) é acusado de agredir adolescente durante tumulto no Ginásio Ney Braga

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Publicado por: GuiaSJP.com - Antonio Bobrowec

Marli Novak prestou queixa na manhã de hoje (3), na ouvidoria da Guarda Municipal (GM) de São José dos Pinhais, apontando um dos guardas de agredir seu filho com um golpe de cassetete na cabeça. O fato ocorreu na tarde de ontem, no Ginásio de Esportes Ney Braga, durante uma partida de Handebol Feminino, pelos jogos intercolegiais.

“Eu estava assistindo a partida e, de repente, as torcidas dos colégios Arnaldo Jansen e Costa Viana começaram a se agredir. Os guardas que estavam no local pediram para que fosse evacuado o espaço, gerando muito tumulto. Enquanto saía, levei um golpe na cabeça”, disse o adolescente.

Um colega do agredido, também menor, testemunhou o fato e confirma ter sido um dos dois guardas municipais o agressor, bem como um cassetete o objeto utilizado.

“Durante os jogos havia apenas dois guardas no local. Recebemos uma denúncia de guerra de torcida, inclusive com a presença de um torcedor armado no local. Mandamos imediatamente mais dois reforços. Aplicamos a operação ostensiva cabível e objetivamos evitar o pior”, declarou Kleber, diretor da GM de São José dos Pinhais.

Kleber também disse que mostrou total atenção no registro da denúncia de Marli, que, segundo o guarda, não soube precisar quem era o guarda agressor. Marli confessa que o filho não soube precisar qual era o guarda, até mesmo porque o adolescente foi agredido por trás e durante grande tumulto.

“A minha queixa não é com a corporação, mas sim pela atitude do guarda. Até as professoras acharam exagerada a atitude do oficial, mesmo porque meu filho não fez absolutamente nada”, declarou a mãe do agredido.

Os pais da vítima pretendem a partir de segunda-feira entrar com uma ação contra a Guarda Municipal pelo ocorrido. “É inadmissível aceitar uma ação como essa que aconteceu com nosso filho. Isto mostra total despreparo do oficial durante a operação. Pagamos impostos e esperamos ser defendidos e não agredidos”, declarou Fernando Novak, pai do adolescente.

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