Em seis anos MEC dobrou o número de centros de ensino tecnológico no País

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Estudantes de SJP comentam mudança de Escola Técnica para Instituto Federal

De 1909 a 2002 foram construídos 140 escolas técnicas no País. Nos últimos seis anos o Ministério da Educação (MEC) transformou todos os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet), em Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, e abriu dezenas de novos campus que oferecem cursos para formação de técnicos e tecnológos (maior carga horária). As aulas compreendem milhares de alunos, incluindo estudantes de São José dos Pinhais, que cursam o Ensino Médio, e funcionários da Prefeitura, no Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, com duração de dois anos e aulas transmitidas via satélite.

A única exceção do País na mudança dos Cefets para institutos foi o Paraná. O antigo Cefet-PR, atual Universidade Tecnológica do Paraná (UTF-PR), é uma das três unidades federais de graduação no Estado, que se soma à Universidade Federal do Paraná (UFPR), e ao novo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR). O IFPR desde o final de 2008 funciona no lugar da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (ET-UFPR), ao lado do Politécnico da Federal.


Carreira promissora
Ano passado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentou pesquisa de vários anos com destaque mercadológico para a área técnica. Entre as dez carreiras mais promissoras no Brasil, seis, eram da área técnica.

Em São Paulo, maior pólo industrial do País, após um ano de curso técnico, algumas funções específicas tiveram índice de empregabilidade de 90%, entre jovens de 18 a 24 anos. O menor tempo de estudo é uma vantagem, considerando-se o investimento em faculdades e universidades, que geralmente possuem graduações de quatro a cinco anos.

Segundo o chefe de gabinete do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Paraná, Pedro Pacheco, o crescimento dos cursos técnicos atenderá de imediato, milhares de pessoas que não passaram no vestibular, ou que tiveram que paralisar a graduação, e também, as indústrias, que precisam de mais mão de obra qualificada. "Faculdades e universidades tratam do conhecimento científico das graduações, e nos curso técnicos, a ênfase não é o desenvolvimento da ciência, mas a prática da ciência", enfatizou Pedro Pacheco.

Na opinião do reitor do IFPR, Alípio Leal, o Brasil atualmente possui uma carência de seis milhões de técnicos e demanda por novos setores. “Nós temos a previsão de ofertar cursos como Técnico em Florestas e Técnico em Produção de Acúcar e Álcool”, anunciou Alípio Leal.


Campus pelo País
De acordo com o MEC foram criados 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e o número de escolas técnicas chegará a 354 unidades, com oferta de 500 mil vagas, o que representa um aumento de mais de 100% com relação às unidades até 2002.

Desde que a lei 11.892 foi sancionada, deixaram de existir 31 Centros Federais de e Educação Tecnológica (Cefets), 75 Unidades Descentralizadas de Ensino (Uneds), 39 Escolas Agrotécnicas, 7 Escolas Técnicas federais e 8 Escolas Vinculadas a universidades, para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.


Campus paranaenses
No Paraná atualmente são oferecidos 32 cursos nos três campus em funcionamento, Curitiba, Paranaguá e Foz do Iguaçu. Dentro do plano de expansão da educação profissionalizante, proposta pelo Ministério da Educação, em 2010, o IFPR terá campus em oito cidades paranaenses: Paranavaí, Telêmaco Borba, Umuarama, Jacarezinho e Londrina, além dos campus que já funcionam.

O Instituto Federal do Paraná pretende ampliar sua atuação e a estimativa para o próximo ano é dobrar o número de vagas ofertadas chegando a oito mil vagas presenciais em todo o estado. Outra grande frente do IFPR é a Educação à Distância, em que cerca de 18 mil alunos são atendidos nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Campus Londrina do Instituto Federal do Paraná é um dos mais novos, e deve entrar em funcionamento no segundo semestre com 160 vagas nos Cursos Técnicos Subsequentes de Prótese Odontológica, Massoterapia, Enfermagem e Saúde Bucal.


São-joseenses falam sobre a mudança
No período da tarde, na antiga Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, agora Instituto Federal do Paraná, estudam as amigas Sara Rita de Moraes e Cleo Maria da Paz, de 15 anos, ambas moradoras no bairro Campo Largo da Roseira. Segundo elas, ainda é estranho pensar que após a conclusão do Ensino Médio é mais vantajoso ir para uma formação técnica. “Eu, por enquanto, mantenho a idéia de fazer faculdade”, disse Sara Moraes. “Muitas coisas estão mudando aqui na Escola Técnica, e também pretendo fazer faculdade, mas é uma transição que a gente sabe que vai levar tempo”, comentou Cleo da Paz.


Formatura de servidores
No dia 23 de abril vários funcionários públicos da Prefeitura de São José dos Pinhais vão se formar no Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, com duração de dois anos. A grade pedagógica possui aulas que trazem conhecimentos sobre o funcionamento da Administração Pública.

De acordo com o coordenador de curso, Ciro Bächtold, os alunos de São José dos Pinhais fizeram uma avaliação extremamente positiva da formação. “A pesquisa que fizemos com os estudantes alcançou 98% de satisfação, em um curso muito técnico, com diversas horas sobre legislação, gestão, relacionamento, entre outros assuntos que capacitam o servidor, e automaticamente, o atendimento público”, destacou Ciro Bächtold.

Informações www.ifpr.edu.br

[PautaSJP.com]

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