Felicidade como modo de vida

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Filósofo Mario Sergio Cortella lança livro e questiona o legado que as pessoas constroem e deixam em suas atividades diárias

A ideia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra e enxergar um significado maior na vida. A afirmação é do filósofo Mario Sergio Cortella, que aborda o assunto em seu novo livro “Qual é a Tua Obra? – Inquietações Propositivas Sobre Gestão, Liderança e Ética?” (ed. Vozes, 144 pág., R$ 15,90).

Para falar sobre o tema, o autor – que é doutor em Educação pela PUC-SP, professor da mesma instituição, da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP – lança a obra amanhã (28 de abril), às 19h30, na Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação (av. Sete de Setembro, 2775, Centro, Curitiba-PR, tel. 41-3330-5118 / 3330-5000) e ministra a palestra Gestão, Liderança e Ética. A entrada é franca.

“A etimologia da palavra trabalho origina-se no latim tripalium, que era um instrumento de tortura para ser colocado no pescoço de alguém e nele produzir desconforto. Muita gente ainda encara as atividades dessa forma. Mas se o trabalho tiver um significado em que a pessoa entenda a importância e sinta-se feliz por estar envolvida neste processo, aí as tarefas ficam prazerosas”, explica o autor.


Inquietações
O título da obra já faz uma provocação ao leitor. Internamente, outros desafios estão colocados. Um deles é entender o que é essencial e fundamental.

Para Cortella, a primeira expressão significa aquilo que não pode faltar acima de tudo, tais como amizade, lealdade, sexualidade, fraternidade, felicidade – entre outros. Já o fundamental é encarado como aquilo que ajuda chegar ao essencial. “O dinheiro deve ajudar a ter esses prazeres descritos – nada mais do que isso. Só que o cotidiano nos empurra ao ‘fundamental’”, diz.

Outra cilada é não saber diferenciar entre emprego e trabalho. “O emprego é uma fonte de renda, enquanto o trabalho deve ser visto como uma fonte de prazer e que não deve ficar apenas no conceito de lucratividade, mas também no desejo de integridade da própria vida. Porém, a maioria não entende assim e daí nasce o desgaste rapidamente”, fala o professor.


Aquele que se acha o bom
Em meio às diferentes situações, não é difícil encontrar o sujeito sabe tudo no mundo corporativo. “Eles estão à solta e procriam rapidamente”, brinca o escritor, ao mesmo tempo em que lança outra provocação. “O que é melhor: ter as respostas – ou fingir que as tem – ou admitir que precisa buscar a informação?”.

“Reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança, mas pergunte se estamos dispostos às mudanças?”. Como exemplo, ele cita Thomas Edison - o inventor da lâmpada elétrica de corrente contínua. “Ele fez 1.430 experiências que deram errado e registrou a seguinte frase: inventei 1.430 maneiras de não fazer a lâmpada”.

Seguindo a narrativa, o autor destaca a importância de enfrentar a transformação, romper com o mesmo e ter a capacidade de se antecipar para ir da oportunidade ao êxito. “Não estou falando apenas de metas profissionais e sim da busca da felicidade plena. E para isso a gente deve ensinar o que se aprende, praticar o que se ensina e perguntar o que se ignora – mas sei que não é fácil ter essas atitudes com frequência”, pondera.

E como não poderia deixar de mencionar a educação, Cortella vai direto ao ponto. “Todos sabem que investir na educação é o melhor caminho para o desenvolvimento, mas falta colocar essa teoria em prática. Por quê? Porque falta vontade aos governos. Veja os países que fizeram o dever de casa a algumas décadas. Hoje eles colhem bons frutos, enquanto outros países colhem corrupção. É preciso mudar o pensamento dos governantes, dos eleitores e o nosso. Afinal, nós somos os responsáveis pelo país que temos”, finaliza.


Perfil
Mario Sergio Cortella é filósofo, doutor em Educação pela PUC-SP, professor titular do departamento de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação da mesma instituição e professor convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP. Foi chefe de gabinete do professor Paulo Freire e Secretário Municipal de Educação de São Paulo.

É autor de livros como A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos; Nos Labirintos da Moral; Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas; Não Nascemos Prontos!; Sobre a Esperança: Um Diálogo e O Que é a Pergunta?.


Serviço
O que: Lançamento do “Qual é a Tua Obra? – Inquietações Propositivas Sobre Gestão, Liderança e Ética?” e palestra sobre o tema com o filósofo Mario Sergio Cortella
Quando: Amanhã (28 de abril), às 19h30
Onde: Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação (av. Sete de Setembro, 2775, Centro, Curitiba-PR, tel. 41-3330-5118 / 3330-5000)
Quanto: Entrada franca

Mais informações:
Livrarias Curitiba
Jornalista: João Alécio Mem
Telefones: (41) 3330-6792 / 9124-9748
E-mail: imprensa@livrariascuritiba.com.br
Site: www.livrariascuritiba.com.br

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