Nove pessoas foram ouvidas no inquérito que apura acidente com Ribas Carli Filho

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O próximo passo é ouvir médicos e enfermeiros que atenderam o deputado no hospital

O promotor Rodrigo Chemin, do Ministério Público do Paraná, e o delegado chefe da Delegacia de Delitos de Trânsito, Armando Braga de Moraes Neto, concederam na tarde desta quinta-feira (14) uma entrevista coletiva para falar sobre o inquérito que investiga o acidente que matou dois jovens e deixou ferido o deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho. “Já temos nos autos depoimentos de nove pessoas entre policiais militares que teriam atendido o acidente, testemunhas, o frentista e o vigia do posto de gasolina que fica próximo ao local da colisão. O próximo passo é ouvir médicos e enfermeiros que atenderam o deputado no hospital”, disse Chemin.

O promotor informou que entrou em contato com o Hemobanco do Hospital Evangélico. Ele disse que a amostra do sangue de Ribas Carli Filho está preservada e será encaminhada ao Instituto Médico Legal para análises. “O IML é que vai determinar se o exame toxicológico e de dosagem alcoólica poderá ser feito a partir das mostras entregues pelo hospital”, disse. O promotor esclareceu que esta não é a prova mais determinante para comprovar a embriaguez de Ribas Carli. “A prova material é apenas um dos elementos, mas temos outras, como depoimentos de testemunhas e laudos médicos do Siate”, afirmou.

O promotor pediu a Urbs - Urbanização de Curitiba mais imagens de um radar próximo ao local do acidente, por onde o carro de deputado teria passado. “Na listagem que recebemos não foi constatado nenhum registro do veículo do deputado. Por isso resolvemos ampliar o horário do levantamento feito pelas câmeras da Urbs”, disse.

Segundo Rodrigo Chemin, o depoimento do deputado Ribas Carli Filho não está descartado pela equipe de investigação. “Estamos levantando todas as informações possíveis sobre o acidente e no momento oportuno vamos tentar ouvir o deputado”, afirmou.

Na terça-feira (12) a Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba encaminhou ao Tribunal de Justiça do Paraná o inquérito sobre o acidente. Segundo o delegado que presidiu o inquérito, Armando Braga de Moraes Neto, a lei determina que a autoridade policial envie o caso para o TJ, já que deputados têm direito a foro privilegiado. Segundo Braga, já foram requeridos laudos ao Instituto de Criminalística sobre o local do acidente e ao IML com o exame de necropsia das vítimas.

Duas testemunhas já contaram o que viram à polícia. Uma delas trafegava atrás do Honda Fit e a outra mora na esquina onde ocorreu a colisão. O dono do restaurante e os garçons que serviram o deputado, antes do acidente, também foram ouvidos pela polícia, além dos policiais do BPTran, da PM e do Siate que atenderam a ocorrência. Segundo o promotor Rodrigo Chemim, o inquérito foi bem elaborado. “O delegado foi bastante cuidadoso e nada aponta qualquer tipo de proteção ao deputado. O inquérito está isento”, afirmou.

Assessoria de Imprensa governo do Estado

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