São-joseenses produzem documentário sobre Psicomotricidade Relacional

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Metodologia originada na França fará parte de trabalho de conclusão de curso de pós-graduação de Daniele Précoma Moro

A estudante do curso de pós-graduação em Psicomotricidade Relacional, Daniele Précoma Moro, e seu marido, o cinegrafista e produtor Gabriel Moro, estão em período de captação de imagens e depoimentos de profissionais psicomotricistas relacionais, como parte do trabalho de conclusão de curso de Daniele, que será apresentado na instituição de ensino CIAR - Centro Internacional de Análise Relacional, de Curitiba.
O trabalho de pesquisa do casal é inovador pela utilização da linguagem visual nesta metodologia, que se apresenta principalmente por meio de livros, palestras, conferências e congressos. “A Psicomotricidade Relacional dá ênfase aos aspectos afetivo-emocionais e relacionais do ser humano, sendo uma ferramenta muito interessante no trabalho com as crianças como preventivo de dificuldades motoras, verbais e gráficas, pois se utiliza do jogo simbólico, por meio de objetos como bolas, bambolês, cordas e bastões, para desencadear o desenvolvimento do potencial cognitivo, emocional e social”, disse Daniele. Ela informou ainda que o método foi criado pelo educador francês André Lapierre, falecido em abril, último, aos 85 anos. O trabalho de Lapierre foi difundido no Brasil a partir de 1983 e, como curso de especialização pelo CIAR, no final dos anos 80.
Segundo Gabriel, no documentário, que será apresentado por Daniele em fevereiro de 2009, psicomotricistas relacionais como André Cavazzani, Maria Isabel Bellaguarda Batista, Ana Elizabeth Guerra e Luci Ane Moro Rosa são instigados a contar a história da Psicomotricidade Relacional, a convivência com o fundador da metodologia, André Lapierre, quando ele vinha ao Brasil para dar aulas, de que forma as sessões práticas são realizadas e qual o motivo do sucesso do método entre as escolas. Outros profissionais, como Leopoldo Vieira, responsável pelo curso de pós-graduação, Anne Lapierre, filha de André Lapierre, e Luiza Helena Rocha também serão ouvidos. “As imagens são captadas em HD (high definition), e os depoimentos serão editados de forma a não ter diretamente a presença do entrevistador, pois o som predominante será apenas dos profissionais. Ainda pensamos em diversas possibilidades, como entrevistar os pais, as crianças e outros personagens”, falou Gabriel.
Para Daniele Moro, o que motivou o casal a realizar o documentário é a vontade de expor visualmente a Psicomotricidade Relacional. “Este método é muito complexo e não tão simples de explicá-lo às pessoas. Acredito que os depoimentos e as imagens da Psicomotricidade Relacional serão um meio de divulgação muito importante para os profissionais desta área, para outros segmentos educacionais e também para a população em geral”, falou Daniela, após a entrevista com Luci Ane Moro Rosa, pedagoga e psicomotricista relacional, que prestou nesta quarta-feira, em sua residência, o quarto depoimento da série.

[PautaSJP.com]


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