O nosso meio, nosso ambiente

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Por Adelino Venturi

Desenvolvimento urbano e meio ambiente.
São duas questões que não apenas se conjugam, mas não podem mais se separar. Inclusive, quando se pretende destacar positivamente uma pessoa chamando-a de civilizada, pode-se utilizar o termo “urbanidade”.

Para nós agentes imobiliários a cultura de desenvolvimento urbano é como uma ferramenta de trabalho. Nossa lida são os imóveis, os terrenos onde eles são construídos e tudo o que se relaciona com os objetivos pessoais, familiares e empresariais das pessoas.

Nesse contexto, institucionaliza-se algo que é natural, porque pertence automaticamente ao tema do urbanismo: o meio ambiente.

Devemos lembrar que meio ambiente é tudo o que nos envolve em nossa vida planetária, nossa vida física, portanto.
Todavia, neste artigo de opinião, a conceituação é específica: qualidade de vida.

Para ilustrar, podemos relembrar o que já escrevemos anteriormente neste espaço do Metrópole. Em tempos passados, mas ainda recentes, a medida do desenvolvimento de uma cidade era o número de instituições financeiras, os bancos. Pouco ou quase nada se importava com o aspecto social, o cenário das ruas, praças e logradouros públicos.

Hoje, ao contrário, a preocupação é social e acentua-se principalmente a questão humanista. Não se trata de mera conceituação, mas uma exigência dos novos tempos; uma exigência do pressuposto da qualidade de vida.
Se, somos indivíduos e, portanto, individualistas, também somos um ente com necessidades que demandam a visão coletiva, ou seja, um olhar constante à nossa volta para nos vermos também como entes coletivos, para que possamos medir e analisar o cenário que nos pertence, o nosso ambiente.

Sabe-se que pode-se olhar o nosso ambiente com muitos olhos. É possível ver sem enxergar; é possível enxergar sem ver, sem se dar importância ou valor ao que se vê, porque o enxergar sugere maior amplitude. Há, também, os que visualizam, numa linguagem mais burocratizada.

Enfim, importante é o olhar sobre o nosso meio, no entorno da nossa pessoa, para que possamos medir a qualidade do ambiente em que vivemos.

Essas reflexões são pertinentes do nosso ofício de agente imobiliário. Assim, somos conscientes das nossas responsabilidades profissionais, principalmente a nossa capacidade de visualizar, ou enxergar com olhos de quem realmente quer ver o cenário mais bem apropriado e ajustado para a qualidade ambiental, funcional, enfim, estrutural, dos nossos clientes.

Adelino Venturi é professor, empresário e membro do Conselho Deliberativo da Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestação de Serviço (Aciap), de São José dos Pinhais

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