Pais reclamam falta de atendimento no Hospital São José

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Crianças com sintomas de gripe teriam ficado sem atendimento médico durante toda tarde de ontem (04). Hospital diz que não houve problemas

A procura de atendimento médico pra Eduardo, de um ano e um mês, começou cedo ontem. Desde as 7h30 a mãe, Jucélia Moraes, procurava o local apropriado para levar o filho, que desde domingo tem tosse, coriza e febre. “Primeiro fomos no Cemae, atrás da prefeitura. Depois nos mandaram para o Centro de Referência da Gripe, e por fim vim parar no Hospital São José”, conta ela. “Desde que cheguei aqui, às 14h, nem a febre do meu filho mediram”, reclama a mãe, às 18h. Segundo ela, a temperatura chegou aos 38,5°C. “Só agora a pouco (17h30) retomaram os atendimentos”, garante.

A falta de atendimento médico foi confirmada por outros entrevistados pela reportagem no local. Muitos disseram aguardar atendimento desde o início da manhã. “Minha senha é de número seis. Até agora ninguém me chamou”, revela a mãe Altina Campos. Seu filho de três anos tem tosse e dores no corpo. “Também rodamos de um lugar para outro, até chegar no São José. Cheguei aqui às 10h e ainda estou esperando”, diz.

O latoeiro Osvaldo Vedo também se mostrava exaltado na espera. “É uma vergonha isso. Nos sentimos muito mal sabendo que somos a terceira cidade em arrecadação e não temos médicos. O prefeito deveria honrar o que falou”, desabafa.


Hospital garante que nada foi paralisado
O diretor do Hospital e Maternidade São José, Rodrigo Machado, confirma o aumento da demanda no atendimento do setor de Pediatria, porém, nega a paralisação do serviço. “Estamos com dois pediatras, 24h”, garante. “O que ocorre é um maior tempo de espera, já que cresceu o número de pessoas em busca de atendimento.” De acordo com Machado, há prioridade para casos febris e de tosse, que podem indicar a gripe A. “Há uma triagem; os que estão com os sintomas mais acentuados são atendidos e medicados primeiro e os demais por senha.”

O número de atendimentos e casos suspeitos da Influenza A (H1N1) não são divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. A ordem é não criar pânico. No entanto, cada dia mais pessoas lotam as Unidades de Saúde do município em busca de orientações e medicação. O remédio, garantem os médicos, não falta. O grande problema é distinguir entre a gripe sazonal e a H1N1. “Todos precisam se informar sobre como evitar e combater focos de transmissão do vírus”, lembra Machado. “A situação é preocupante, mas todas as medidas estão sendo tomadas.”

[PautaSJP.com – jornalista Mauren Lucrecia]

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